março 26, 2008

Gente cri-cri é um porre

Tem perfis pra todo gosto, mas não há nada mais chato do que pessoas “cri-cri”. São aquelas que querem tudo especificado tim-tim por tim-tim, com vírgulas e ponto-e-vírgulas, sem esquecer dos acentos, é claro. Mas não estou falando de quem venera a nossa bela e rebuscada língua portuguesa, estou me referindo às pessoas chatas que existem aos montes em nosso cotidiano. Aqueles que gostam de complicar por puro prazer. Essa gente antipática costuma ter o nariz torto e um olhar incisivo que nos fulmina se falarmos algo que seja fora do padrão estabelecido. Pessoas engessadas, com a cabeça presa em modelos, costumam ficar “fora da casinha” com as mudanças. O sujeito “cri-cri” ao se deparar com um “moderno” sedutor pode sentir que o seu padrão de normalidade sofreu um “tilte”. Então, o cara engessado pode mostrar suas facetas escondidas e soltar as amarras (ou as penas) ou simplesmente adotar o posicionamento de tachar os “anormais”, utilizando alguma explicação que leu em algum livro, quase sempre de ordem científica.
No trabalho, é aquela pessoa exigente ao extremo, que implica com os procedimentos, planeja e calcula tudo, mas extrapola nos “poréns” e “entretantos”, pois deseja que tudo esteja especificado. Tem que ser “assim e assado”, senão não dá, emperra o processo... É aquele chato que sempre cria uma nova regra para segui-la e exigir o mesmo comportamento dos outros. Essa gente detona com o crescimento do Brasil, pois adora uma boa burocracia. A maior parte das pessoas “cri-cri” não possui perfil empreendedor, pois detesta inovação, não arrisca, resumindo, não tem cacife para dar “peitaço” na vida. Os caras não conseguem rir de uma piada e nem falar sobre a vida pessoal no trabalho, tem que ser tudo “dentro dos conformes”, de preferência, formal e pomposo.
Quem não topou com alguém assim um dia? Acho que o maior desafio para essas pessoas deve ser compreender que a vida necessita de um pouco mais de leveza, senão podemos acabar adoecendo prematuramente. Isso se não conseguirmos nos livrar de nossas próprias amarras e do exagero de exigências.

1 comentário:

Dago Vianna disse...

É isto aí Larissol, esta gente cri-cri está por todo lado e sobretudo em lados onde podem garantir seu cómodo emprego, ou seja, o tal emprego inabalável, onde nem o chefe o consegue tirar dali. Estas regras que utilizam para aborrecer os outros e que as aborrecem quando não são seguidas pelos outros, na verdade apenas tem um objectivo: esconder as suas incompetências diárias que são infindáveis. A maior de todas é a incapacidade que têm de adaptarem-se às novas realidades, acreditam que a vida é estável, quando na verdade é dinâmica, mudando a cada segundo e como não têm criatividade para viver, atrapalham com as suas regras cris-cris aqueles que gostam de viver.
Beijos querida.