junho 16, 2008

O desconhecido


Ontem, eu entrei na floresta de Sintra imaginando Lord Byron caminhando por aquelas trilhas a cruzar as montanhas. Muitos escritores se inspiraram em Sintra. Fernando Pessoa (Álvaro de Campos) escreve em uma poesia "Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma. Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida..."
Foi por uma estrada destas que cruzei...essas da vida.
O peculiar microclima de Sintra remete-nos a um tempo remoto onde romanos e mouros aportaram por aquelas terras.
A vila de Sintra existe há milhares de anos. A serra foi habitada por romanos que a chamavam de "Mons lunae", ou montanhas da lua.
Dai a chamam de Monte da Lua... Será que era porque havia algo de muito especial, algo espetacular, fora do normal? Com uma fauna riquíssima, com raposas, toupeiras, e salamandras. Acalmem-se, não as vi. Com uma vegetação única e decorrência do clima temperado com influências oceânicas, abriga o Castelo dos Mouros, o Palácio da Pena, o Convento dos Capachos, o Palácio Nacional de Sintra e o Palácio de Monserrate.
Estonteante. Um cenário poético, a sensação intensa de que muitos povos passaram por ali.
Um domingo nublado que não passou à toa.

A propósito
A foto é minha.
Um português hoje contando uma história disse o seguinte, ao referir-se a um amigo jovem bêbado:
"o gajo abobadou-se, todo entornado o miúdo..."
segurei-me pra não rir.

Sem comentários: