junho 09, 2008

Primeiras impressões

Começo a escrever algumas impressões de Lisboa como uma estrangeira a observar um território novo por meio de um olhar particular, mais especificamente de uma brasileira nascida em Sobradinho, cidade pequena do interior do Rio Grande do Sul, e que viveu muitos anos em Porto Alegre.
Desembarquei em Lisboa no dia 7 de junho de 2008, por volta das 8h do horário local. A vista da cidade é belíssima, amarelo-alaranjada, observo o azul do mar, as praias, a arquitetura peculiar das construções, casas antigas, sítios belíssimos. É fácil de emocionar-se com a visão.
Aqui a palavra sítio designa lugar, portanto, é meu sítio que procuro por aqui.
Por ironia do destino no mesmo vôo em que eu estava também veio o cantor Roberto Leal, uma figura que eu assisti as suas apresentações na televisão, quando criança, e talvez possa dizer que foi minha primeira referência do que seria um português, além dos colonizadores e da família Real Portuguesa descritos nos livros de História. Roda, roda gira...
Também estava o Gilberto Gil que embarcou sem que ninguém o visse. Ministro da Cultura e músico amado pelos portugueses deve ter vindo a trabalho.
Ao passar pelo controle (alfândega) e esperar junto com a boiada de mais ou menos umas 200 pessoas para ter um carimbo no passaporte, obviamente, teria que ser premiada mais ainda depois disto. Nada é fácil e simples. Pediram para ver todas as minhas malas e finalmente me deixaram passar.
Quando se está sendo conduzido por algo muito maior, o amor, passa-se por qualquer coisa, tudo parece possível.
Afinal, após dois meses de preparação, estava eu dentro do aeroporto, em território português, com o livre arbítrio de viver ao lado do meu amor durante pelo menos três meses, levando em conta o visto de turista.
Tudo aqui, à primeira vista, parece muito organizado e bonito. A vista da praia de Oeiras e da margem do Rio Tejo, o que pude ver até o momento, são estonteantes. No bairro Alto os bares nas ruelas estreitas recebem turistas de várias partes do mundo. Tomamos cerveja da marca Sagres e vemos muito turistas do norte da Europa que vêm a Lisboa no verão para curtir. E como há opções para curtir, é só escolher.
Lojas de roupas alternativas abertas à noite para os turistas comprarem, "tascas" (bares) simples e rebuscados, gente de todo lugar.
Nas cidades periféricas de Lisboa, a tranquilidade para deixar o carro estacionado na rua, sem medo. Também não há violência e nem barulho. É periferia, como se fosse Canoas ou Viamão em relação à cidade de Porto Alegre. Imagine uma cidade de Canoas onde as pessoas podem estacionar os carros na calçada à noite sem se preocupar, consegues pensar nisto? Estou vivendo num lugar assim.
Bem por hoje é só.

Palavra do dia:
Aqui quando uma coisa é saborosa diz-se: "Sabe bem", sabe de sabor, acredite se quiser!

Saudações

Larissa

2 comentários:

Luciana F. disse...

Larissa, adorei as descrições! Quando der, coloca umas fotos!Bjos

Ricardo disse...

Oi querida!! Tua narrativa é uma cartografia. Tua expressão vai criando sentido assim como um cartógrafo, ao experimentar as reentrâncias do terreno, consegue dar o contorno exato de seu mapa. E nós vamos viajando contigo!
Beijo e tudo de bom aí!!