julho 11, 2008

Dos sonhos


Há uma embarcação em que podemos navegar sem medo. São os barcos de sonhos. Seja os que temos enquanto dormimos , seja os que nutrimos acordados, sonhos revelam-nos desejos inconscientes.
Sonhos elucidativos. sonhos estranhos. sonhos repletos de imagens. sonhos sexuais. sonhos que nos revelam conteúdos psíquicos e que, na maior parte das ocasiões, nos esquecemos (talvez propositalmente) assim que despertamos.
É um pouco paradoxal tentarmos analisá-los. Sonhos podem ser vistos meramente como sonhos. Mas quando fazem sentido nos fornecem subsídios para lidarmos com a "falsa realidade" que criamos.
Somos cuspidos para a dura realidade quando abrimos os olhos. Vivemos um sonho, pois construímos nossas aventuras à medida em que fazemos nossas escolhas.

Escolhemos, por vezes, de cruzarmos por caminhos tortuosos para percebermos determinados aprendizados necessários e, em algumas fases da vida, nos libertamos do sofrimento criado por nós mesmos.

Entre uma margem e outra, podemos navegar em barcos de sonhos. Se escolhermos embarcar, é claro.


Da foto postada...
Entre um poste e outro e no rio Tejo, há uma embarcação. Há um enquadramento e uma percepção, um olhar lançado sob a paisagem. Assim como nesta luta diária, podemos enquadrar determinadas paisagens, também guardamos em nossa memória determinadas sensações, retemos apenas alguns sentimentos. Vemos o que quisermos, cada de uma forma peculiar, assim interpretamos o mundo.

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