março 29, 2009

Ao fim ao cabo


Ao fim ao cabo é uma expressão utilizada pelos portugueses que significa "afinal, depois de tudo". Entretanto, eu tenho ouvido essa expressão em diversos contextos.
"Ao fim ao cabo" soa-me uma expressão redundante. A mesma coisa dita repetidamente, com a intenção de reiterar. Existem algumas frases cheias de sentido para toda gente e que para mim são "óbvios ululantes". Frases como "quem sabe... sabe". São as diferenças linguísticas.
O meu óbvio pode não ser o óbvio daqui.
Ilustrando o post: Ao fim ao cabo esse é o ciclo da vida.

março 25, 2009

Lisboa às escuras pela Hora do Planeta

"Lisboa adere, pela primeira vez, ao apagão global da Hora do Planeta. É a única cidade portuguesa a participar. Como diz o WWF, é “uma grande homenagem à Natureza a que todos somos chamados a participar, desde os mais pequenos, até aos adultos que podem pôr em prática medidas concretas de redução dos chamados gases de efeito estufa e que estão na génese do aquecimento global”.

Conhecida como a Cidade das Sete Colinas, vai unir-se, pela primeira vez, ao apelo mundial da WWF e apagar as suas luzes pela Hora do Planeta 2009. No dia 28 de Março, durante 60 minutos, vai ficar às escuras para iluminar a mensagem da Hora do Planeta contra as alterações climáticas.

Entre as 20H30 e as 21H30, da noite de 28 de Março, o Cristo-Rei assim como a Ponte 25 de Abril, o Palácio de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Padrão das Descobertas, o Castelo de São Jorge, os Paços do Concelho e o Museu da Electricidade vão ficar apenas iluminados pela luz das estrelas; O Centro Cultural de Belém (CCB) assinala também a Hora do Planeta desligando por 15 minutos as suas luzes."

Que iniciativa interessante! Aqui em casa vamos apagar as luzes também!

março 23, 2009

Brain store (brain storm)




Brain (será que ainda o tenho?) Store. Este blog é a loja do cérebro que pensa demais.


Já ensaiei umas 15 cartas para a família. Rascunhei-as à mão: tão nostálgico. Escrevo emails, envio fotos, mando postais, entretanto, as cartas estão onde foram escritas: no bloco vermelho de formato A4. Não foram endereçadas, não viajaram de avião. Permanecem à espera da coragem do destinatário.

Comprei uma caixa nos correios e enchi-a de presentes em dezembro do ano passado. Fui ver quanto custava para enviar ao Brasil, muito caro, sem noção. A caixa estava embaixo da mesa, agora foi transferida para um canto no quarto. Continua lá a me olhar, abanando o rabinho. De vez em quando, abro-a e observo os presentes comprados na altura do Natal. Penso nas surpresinhas lusitanas e o quê significariam às pessoas se tivessem sido entregues na data. Reflito sobre a atribuição de sentido e, afinal, deixo-as ali mesmo à espera de serem cuidosamente acomodadas em uma mala. Pessoalmente, presumo que seja outra história. Bem mais econômica por sinal.

Aliás, sonho seguidamente com malas, aeroportos, partidas interrompidas. Estou no Brasil, a arrumar as malas e não consigo viajar por algum motivo. Perco-me na casa de madeira onde viviam os meus pais, não consigo reunir todas as roupas, estão molhadas ou espalhadas pela grama. Não há como vestir-me, atraso-me, não há partida. Há uma sensação de um tempo que pára na exata hora em que devia estar embarcando. O ponteiro estanca na ausência, na falta de, na saudade prenunciada.

Eu já não tento mais definir o que sinto em relação a afastar-me das pessoas com quem identificava-me e que agora estão longe, pelo menos fisicamente. Mas confesso que gostaria.
É uma espécie de ausência transmutada que confunde-se com tantas outras sensações. Talvez tenha me transformado num mutante (uau).
A saudade que apertava o peito e fazia irromper o choro contido transformou-se paulatinamente em lamentos e suspiros sazonais.

Refiro-me à minha família muito mais do que quando vivia no Brasil. Falo de coisas que eles gostam (ou gostavam) de fazer, de como seria se estivessem aqui e ali, se estivessem a ver ou experimentar o que sinto. É uma saudade pseudo-controlada. Ligações que se estabelecem aquém do entendimento. Talvez o que não seja passível de definição é o tempo não-vivido ao lado da família.

Eu sinto um novo fôlego com a Primavera. E a partida se aproxima...
Saudade a gente mata um dia, Primavera a gente inspira hoje. Profundamente. Que é para sentir bem os aromas de sementes e flores trazidos pelo vento.

Tenho bons projetos, bons ventos trazem ótimas idéias. Novos interesses, boas perspectivas profissionais. Não deixarei de ser uma "sobrevivente da crise", pois todos somos. Mas em breve terei um blog profissional (esse terá Brain Storm).
- Imagens do post, ilustrações de Mark Oliver e Victoria Ball.

março 19, 2009

O número

200.000
pessoas participaram na última manifestação nacional contra as políticas do Governo, realizada dia 13 de Março, em Lisboa. Já faz alguns dias mas achei merecido o post.

março 18, 2009

Ventos primaveris

"A criação tem lugar quando coincide a circunstância exterior com a cirscunstância do coração".
:...Paul Éluard...:

março 12, 2009

Alguns sítios

Quinta da Regaleira (Palácio da Pena)

Quinta da Regaleira



Quinta da Regaleira




Caldas da Rainha

As pontes de quem sonha


“Marco Polo descreve uma ponte, pedra por pedra.
– Mas qual é a pedra que sustenta a ponte?
– pergunta Kublai Khan.
– A ponte não é sustentada por esta ou aquela pedra
– responde Marco –, mas pela curva do arco que estas formam.
Kublai Khan permanece em silêncio, refletindo. Depois acrescenta:
– Por que falar das pedras? Só o arco me interessa.
Polo responde:
– Sem pedras o arco não existe.”

(Diálogo entre o imperador Kublai Khan e o viajante veneziano Marco Polo, retirado do livro Cidades Invisíveis, do escritor italiano Italo Calvino).

Assim como o imperador, muitas vezes esquecemo-nos das pedras e estamos apenas interessados no arco. Também custamos a acreditar que não há apenas uma pedra sustentando a ponte. Na realidade, todas as pedras são elementos importantes e conjuntamente exercem o seu papel.

Acredito que somos pedreiros na vida. Conforme nossos sonhos construímos novas pontes. Ao visualizá-las, podemos observar as pedras que a compõem, valorizar os gestos empreendidos em cada movimento, ou contemplar o todo e decidir seguir adiante.

Os vai-e-vêns, os impasses, as frustrações e sobretudo os avanços. Algumas pedras firmam-se, outras racham com o passar do tempo.
Após concluída uma ponte, esta nos dará acesso a novos caminhos que, por conseguinte, nos levarão a outros. Ao contemplarmos a nossa meta ao longe, temos a impressão que carregamos algumas pedras pesadas que custaram-nos bastante. E as primeiras empreitadas de um estrangeiro realmente parecem um longo pesar nestes tempos imprecisos.
Todavia, o que nos sustenta para construirmos novas pontes é a convicção dos caminhos a seguir. Se não soubermos aonde queremos chegar nada faz sentido.
Ilustrando o post, foto de Ponte sobre o Rio Tevere, Roma (2006).

março 10, 2009

SEF: Serviço de Extenuação Fodida


Eu espero que vocês nunca precisem do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) em suas vidas, sobretudo se estiverem a residir em Portugal. Pois aqui deveria chamar-se Serviço de Extenuação Fodida.
Explico-lhes a indignação da pobre pessoa.
Eu cheguei neste país há 9 meses. Dei entrada com um pedido de residência em outubro de 2008 e somente hoje recebi uma correspondência para lá comparecer.
Estive esse tempo todo a andar com um papel do SEF, apenas um comprovativo de que eu pedi o visto de residência.
O SEF "trabalha" a partir de agendamentos por telefone. Diz que há alguns anos atrás existiam filas imensas e o atendimento ainda era pior.
Hoje finalmente agendei uma entrevista que ficou marcada para o final do mês. Completou 5 meses desde que dei início ao processo.
Eles não têm menor noção do que as pessoas passam e, se têm, efetivamente não parecem estar muito preocupados com isso.
Vocês não imaginam a ansiedade que passei durante estes meses, sem condições legais para conseguir um trabalho formal por causa do raio da lentidão do SEF!
Tem muitos imigrantes que não têm escolha e sujeitam-se a trabalhar em empregos escravizantes por estarem à espera da legalização. Eu não tive de passar por isto, felizmente.
Aumenta cada vez mais o número de imigrantes e eu acredito que eles devem dificultar as vidas das pessoas justamente por isso.
Mas aqueles que por direito podem viver no país (por estarem casados ou serem filhos de cidadãos portugueses) não deveriam passar por este processo.
E se eu não tivesse grana? De que forma arranjaria um emprego? Impossível! Os empregos para pessoas sem visto são sempre degradantes. E nesta crise não há emprego nem para quem é cidadão e têm todas as condições para candidatar-se.
Isso significa que a morosidade dos processos intervêm no destino das pessoas.
Portanto, do ponto de vista legal, eles estão a incitar que os imigrantes trabalhem em condições suspeitas? Parece-me que sim.
Eles ganham imenso dinheiro com trabalhadores que custam bem menos aos seus bolsos, a trabalharem mais horas por um salário baixo.

É um completo absurdo, vergonhoso e lamentável!
Isso aqui parece o Brasil!

(Ilustrando o Post, um cartaz de uma campanha promovida pelo SEF: "Não estás à venda", política de prevenção do tráfico humano.)

Cidades literárias


As que habitam mesmo o meu imaginário são As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino.
Mas há a Paris, de Baudelaire, a Dublin de Joyce, a Praga de Kafka, a São Petesburgo de Dostoiévski, a Buenos Aires de Borges, etc.
O Festival "Fervor de Buenos Aires", que iniciou ontem, é o primeiro de vários que serão dedicados a cidades literárias, promovidos pelo CCB (Centro Cultural de Belém).
Eu estava ontem na palestra do escritor Rodrigo Fresán. Depois, na abertura da exposição de fotos (duas ilustram este post) sobre a Buenos Aires de Horacio Copolla (anos 20 e 30) e também de Borges.
Fervor de Buenos Aires é o título do primeiro livro de Jorge Luis Borges, publicado em 1923.
Vou ver o concerto de tango El Arranque no dia 20 de março, estou excitadíssima com isso.
Dou-me por satisfeita com a visitação imaginária a Buenos Aires, para mim tal qual Borges a descreveu "tão eterna como a água e o ar".

março 05, 2009

"O Wrestler": O regresso de Mickey Rourke

"É o filme que marca o regresso em grande do actor, que encarna o papel de um velho lutador de wrestling que tenta mudar radicalmente de vida."

Era pra ser, mas pra mim foi uma grande tortura.
Não conseguia nem olhar para a tela. Somente a cara decadente do ator, com aqueles cabelos compridos tingidos de loiro, a pele bronzeada artificialmente, vertendo sangue pela testa... Já viram?
O cara é um retrato de um lutador em fim de carreira, frustrado afetivamente e sem chances de mudar o seu destino, e é muito deprimente! E quando está em luta, ele se atira ao adversário, do alto de uma escada, ou então é literalmente grampeado no ringue. Eu assumo: tenho horror à violência, não suporto...
Decadente ao cubo! Assistam num dia light, senão aconselho ficarem em casa, lendo um livro de preferência.

Beijinhos

Uma quinta-feira de Biblioteca Municipal de Oeiras.
Uiiii, entre os livros, sinto-me desgarrada de mim mesma. Que delícia!

Tri legal!
Giro!

(...)
As minhas correspondências do banco chegam endereçadas à Dra. Larissa Scherer, rsrsrs.
Escuta, você sabe me dizer quem é essa pessoa?

Fala sério, doutora é a minha irmã (que é médica, obviamente).
Assim, arrependi-me de ter dito ao banco que tenho Ensino Superior.
Aqui quem tem faculdade é tratado por Doutor(a).
Rsrsrsrs. O Brasil está cheio de doutores balconistas, doutores garçons, doutoras manicures. Portugal também está repleta de doutores e doutoras desempregados.
E a formalidade pegou em mim, agora peço "licença" até para o cão na rua.

(...)
Conversa de telefone
(...)
Bom dia, estás boa? (sim, ela deve estar boa, eu é que estou meio passada do ponto, rsrsrs)
Alinhas um cinema? (notem que eu conjugo o verbo, que coisa mais linda! Sempre sonhei com isto, desde criança, quando ainda pronunciava os plurais corretamente. Lembro-me de minha mãe a elogiar-me porque eu dizia "pães").
Queres beber um café?
Ah, vais passear o cão (não é "com o cão").
Tá bem, tá bem... (é duas vezes ou mais que se diz e a pronúncia é meio anasalada no "e").
(e termina finalmente a ligação com repetições)
Com licença, com licença, adeus, adeus, beijinhos, beijinhos.

Todo mundo diz beijinhos, inclusive pessoas idosas, dão adeus na rua com beijinhos, até amanhã!
Rsrsrs
Então, até amanhã,
Adeus, beijinhos, beijinhos... (duas vezes ou mais)

março 03, 2009

Despe o coração


Ante o frio,
faz com o coração
o contrário do que fazes com o corpo:
despe-o.
Quanto mais nu,
mais ele encontrará
o único agasalho possível
- um outro coração.

Conselho do avô - em "Chuva Pasmada" - Mia Couto.

março 02, 2009

Pescada à moda de Larissol


Adoro cozinhar...eu sempre invento uns pratos com os ingredientes que há na geladeira.
Ultimamente o meu prato preferido tem sido peixe.

Adoro a variedade de peixes e mariscos que há nas feiras e supermercados portugueses. Não há nada mais gostoso que uma receita preparada com peixe fresco, mas quando não dá jeito, eu cozinho com os congelados e fica bem saboroso também.:-)

Pois bem, compartilho com vocês uma receita simples, prática e gostosa. Demora apenas uns 40 minutos e fica delicioso!

É para duas pessoas, se quiser fazer para 4, dobre os ingredientes.

Ingredientes:
- Medalhões de pescada sem pele congelados (não tem espinho) - 400 gr (aqui vem 4 a 5 medalhões numa caixinha)
- 3 batatas médias
- 100 gramas de cogumelos frescos (uns 6 cogumelos pequenos)
- 1 pé médio de brócolis
- 1 cebola
- um punhado de coentros
- pimenta e noz moscada a gosto
- alho moído (encontras nos temperos no supermercado)
- azeite de oliva
- Uma colher de sopa de shoyu (se quiser)
- Uma colher de sopa de sal.
- Duas colheres de sopa de manteiga de culinária (pode ser margarina)
- Queijo parmesão ralado (200 gramas)

Modo de preparo:

Descongele os medalhões de peixe algumas horas antes do preparo. Coloque sal a gosto e uns pingos de shoyu em cada medalhão. Cuidado, pois o shoyu também é salgado. Reserve.

Descasque as batatas e corte-as em cubinhos quadrados. Coloque-as a cozinhar em fogo médio. Coloque sal a gosto. Enquanto isso corte os ramos de brócolis. Quando estiver no final da cozedura das batatas, coloque o brócolis. Coe e reserve a água. Reserve os legumes à parte.

Corte a cebola ao meio, siga as linhas da cebola e corte-a em tiras. Frite em azeite de oliva (não muito) em uma frigideira em fogo baixo, a dourar, assim a cebola fica com um sabor mais adoçicado, durante uns 5 a 6 minutos. Enquanto isso, corte os cogumelos em fatias finas. Em seguida, coloque-os a dourar juntamente com a cebola. Coloque pitadas de alho moído (não gosto de picar o alho pois fica o cheiro nas mãos). Sempre em fogo baixo. Reserve-os também.

Coloque a manteiga na mesma frigideira (assim usa o resto do azeite), frite os medalhões de pescada, adicione um pouco de pimenta e um bocadinho de noz moscada (a gosto). Se fritar em fogo médio não corre o risco de queimar nem de ficar mal cozido por dentro. Vai ficar douradinho.

Então, tire os medalhões e coloque-os dentro de uma tigela de vidro (que possa ir ao forno).
Aproveite a manteiga, colocando na frigideira as batatas, os brócolis, a cebola e os cogumelos, misture-os bem, um bocadinho daquela água onde cozinhou as batatas, então, adicione os ramos de coentros picadinhos.

Então, monte o prato. Coloque os legumes, cogumelos e cebolas ao redor e em cima dos medalhões, na tijela. Cubra com queijo parmesão ralado. Coloque a gratinar no forno de 10 a 20 minutos.

Acompanhamentos: arroz basmati ou normal branco; salada de tomates cerejas com brotos de feijão.

Aconselho beber um vinho branco ou cerveja.

Uma delícia!
Bom proveito:-)

A vacina do século


Esta noite tive um sonho que mexeu comigo, não lembro-me muito bem do que se tratava, mas acordei com uma idéia fixa, talvez o que restou de todo aquele emaranhado de pensamentos inconscientes.

Já imaginou se pudesse se vacinar contra a porção insuportável de si mesmo(a)?

Seria a "vacina do século", uma poção valiosa que todos teriam acesso quando já não aguentassem mais os seus comportamentos repetitivos e imbecis. Ao tornarem-se lúcidos, abominariam os seus próprios vícios e defeitos.
Mas para ter direito à vacina contra si mesmo(a) teria que, antes de tudo, abdicar desta porção que o(a) torna insuportável. Não era preciso entrar na Igreja Universal do Reino de Deus, nem lotar altares cristãos e templos budistas. Não era necessário tomar antidepressivos, nem ansiolíticos, muito menos frequentar casas de massagem, centros zen, aulas de yoga ou tay chi chuan, nem ser picado por agulhas de acupuntura.
Para largar os vícios, daria uns passos mágicos em direção ao posto de saúde mais próximo, aguardaria em uma fila, pois neste caso um bocadinho de espera e contemplação não faz mal a ninguém. Longe do passado imperfeito e do futuro do pretérito. Apenas o presente ali, com alguns pensamentos altruístas.
Para ter acesso à vacina, bastaria acordar com esse intuito e propor sinceramente a si mesmo o que pretende melhorar.
Imagine que todos tomariam a "vacina do século" quando estivessem preparados e a humanidade teria alguma chance de sair da era da falência de valores, da maldita era da depressão. Toda essa gente imperfeita teria um aliado precioso para prevenir os seus desastres pessoais. Bastaria admitir os seus demônios e acreditar verdadeiramente que os outros não merecem isto.
Depois de tomar a vacina, restava seguir o seu caminho, em partilha com outros seres humanos, demasiados humanos como a gente.

Uma vacina contra si mesma: quem sabe não seja disto que eu precise para sair do meu próprio círculo. Por ser demasiado rabujenta é preciso criar uma vacina de auto-preservação.

Mas serviria, então, de reflexão: como ficaria o mundo sem gente que erra? Que graça teria essa roda-gigante? De onde tiraríamos a inspiração para a literatura, a arte, a música? Seria a morte às novelas. Que coisa triste, que vivam todos sem vacina! Sigamos errando, aprendendo e quem sabe acertando da próxima vez!