agosto 19, 2009

Um dia em Sevilha




Do Sul de Portugal, depois de alguns dias de descanso em Lagos, no Algarve, resolvemos dar um pulo em Sevilha (Andaluzia, Espanha). Quase 300km em auto-estradas ótimas, sem pagar pedágios e uma sinalização impecável.
Quando atravessa-se a fronteira entre Portugal e Espanha quase não se notam diferenças na vegetação, em geral apresenta uma aparência mais árida nesta época.
Chegamos no meio da manhã, ansiosos por conhecer a cidade. Estacionar em Sevilha é tarefa para doidos, o melhor é deixar o carro num estacionamento privado e preparar-se para a caminhada. Já tinha ouvido falar que o Verão não era a melhor altura para visitar a cidade, a melhor é a Primavera. Realmente, o calor à tarde pode tornar-se sufocante. Chegou a marcar 42 graus no termômetro.
Munidos de garrafas de água, com roupas claras e sapatos confortáveis, caminhamos pelas ruas do centro histórico. Logo deparamo-nos com a belíssima Catedral de Sevilha. Construída no séc. XV, considerada a terceira maior do mundo, alberga alguns tesouros, dentre eles, o túmulo de Cristóvão Colombo. Junto à catedral, a torre Giralda é impressionante, a mais linda de toda a arquitetura muçulmana. Ao lado da Catedral, detrás das muralhas se ocultam uma sucessão de palácios suntuosos, de pátios delicados e jardins labirínticos. O Real Alcázar é espetacular e inesquecível.

Continuamos a caminhada sob o sol escaldante e somos recompensados ao sentir o ar fresco da fonte da Praça de Espanha, obra mais importante da Exposição Iberoamericana de 1929, em estilo neorenascentista. Azulejos incríveis retratam os quatro antigos reinos: Navarra, León, Castilla e Aragón, e as cerâmicas também representam as 58 províncias espanholas.
Atravessamos o Parque de María Luisa que reúne vários edifícios construídos na altura da Exposição e chegamos ao Museu de Artes e Costumes Populares, inaugurado em 1972, que reflete-se num espelho d´água, proporcionando-me o cenário perfeito para uma bela fotografia.
Passando pelo bairro Triana, onde nasceram muitos toureiros e artistas do mundo do flamenco, terminamos o dia às margens do Rio Guadalquivir, na Calle Betis, a observar o belíssimo pôr-do-sol e a provar umas tapas (petiscos espanhóis con muy buena reputácion) acompanhadas de unas cervezas. Só faltaram mesmo o jamón ibérico (presunto), o vinho de Jerez e um bom espetáculo de flamenco.


Um dia em Sevilha é pouco para quem deseja descobrir as mil e uma facetas de uma cidade encantadora, onde se mesclam a reconquista muçulmana, os grandes descobrimentos e o Século de Ouro. Mas é suficiente para sonhar com um passado glorioso e inspirar-se para o presente.

2 comentários:

O Cantinho da Mimi disse...

Olá...

Dá uma espreitadela no meu blog ;)
www.ocantinhodamimi.blogspot.com

Beijos*

BYRNE disse...

SEVILLA.. o calor e a cor da terra...

A RECORDAÇÃO DE UM FIM DE SEMANA, TÓRRIDO, E ESCALDANTE...
FELIZ 2010....