março 03, 2010

Descansar, pensar, passear...


Este tempinho horroroso deixa-me mais deprimida do que o habitual. Gostaria de descansar, pensar e passear com o sol a bater na cabeça. Lembram-se daquela música linda do Lô Borges, conhecida pelo Clube da Esquina... "você pega o trem azul, o sol na cabeça..." "o sol pega o trem azul, você na cabeça..." Adoro essa bela canção...
Quisera eu ser um daqueles pássaros abençoados que cantam lá fora, neste final de tarde lilás, parecem tão alegres com a chuva. Mas eu sou uma mulher reclamilda. Vivo no país dos "queixinhas", como ouvi estes dias num depoimento de um membro da PSP no telejornal, e lamento o tempo ruim, aliás como toda a gente...
No tempo cronológico, perdemos 1,26 milonésimos de segundo por dia, ou seja, os dias estão mais curtos. Isto depois do terremoto (terramoto) do Chile. Quem falou isto, um tal cientista da Nasa, também afirmou que o eixo da rotação da Terra alterou-se em 8 centímetros, em decorrência do sismo.
E eu preocupo-me com a minha crise existencial, enquanto morreram 795 pessoas neste último sábado no Chile. Será egoísmo meu? Mas o que hei de fazer por tudo isto?
Todos vão às compras e logo se vê...afinal, é início do mês, rs.
Tantos questionamentos enquanto o pão quentinho espera-me na cozinha...depois a aula de pilates...e tudo fica mais calmo e parece que vou passear, descansar e pensar...pensar...pensar... e continuar a escrever, bem haja!
Ilustrando o post, fotografia de uma sinalização (sinalética) para os visitantes, muito gira (legal) por sinal na entrada do Museu Berardo, Centro Cultural de Belém, Lisboa.

5 comentários:

Passageira disse...

Uma beleza a sua apresentação.Raro momento e dessa crise a certeza de novas auroras.Paz e luz na caminhada.

Jane disse...

Se o tempinho tá ruim aí, minha amiga, imagina aqui então na Suíça...

Erica Ritacco disse...

Cara colega blogueira,
A vida è uma constante descoberta e nas entrelinhas de todos os nossos dias encontram-se nossas crises existenciais, que diga-se de passagem acredito serao eternas. Digo eternas porque estaremos durante todo o tempo a questionar a desumanidade, a politica, a comparar as pessoas, os lugares, a reclamar do frio, mas tambem a se lamentar do calor, a falar dos danos naturais causados pelo pròprio homem e ao mesmo tempo a nos perguntar quem somos, por que e o que estamos fazendo.

Acho que essas crises existenciais sao ainda mais gritantes naqueles que como nòs, vivem fora do habitat natural.

Boa semana. Erica

Escritor de Rua disse...

Gosto do modo como fala dessa maré de azar e da forma como encara as coisas.
Estou a seguir...

Anónimo disse...

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