setembro 01, 2010

Retornando às origens

Monumento aos emigrantes italianos que foram para a América

O meu pai, jornalista Hélio Scherer, viveu momentos de grande emoção no último dia 27 de maio, ao conhecer a “aldeia” de Valli del Pasubio, na província de Vicenza, norte da Itália. O Valli del Pasubio é uma pequena aldeia, com um relevo montanhoso (desnível do ponto mais baixo ao ponto mais alto chega a 1900 metros) e de muitos bosques. Desta terra o seu avô materno, Giovani Antonio Roso, partiu no ano de 1892, há 118 anos, para residir em Galópolis, no município de Caxias do Sul, Brasil.
Hélio Scherer e seus tios também são netos de um imigrante alemão, João Scherer. Mas como já tínhamos algumas informações sobre os seus antepassados italianos, com o gentil apoio do italiano Livio Dalle Molle, meu pai, acompanhado de mim e de minha mãe, tivemos a oportunidade de apurar mais detalhes junto aos arquivos da Paróquia de Santa Maria (Chiesa Arcipretale di Santa Maria), em Valli del Pasubio.
Dentro daquela Paróquia, em meio aos registros antigos, guardados há séculos, vivemos momentos únicos, que ficarão guardados para sempre nas memórias e nossos corações.
Quando Hélio percebeu que foi naquele lugar que nasceu o pai de sua mãe chamada Odila Roso, o avô Giovani, obviamente ficou muito emocionado. Penso que mesmo com a sua facilidade em escrever, tendo como grande paixão a escrita jornalística, naquele momento seria um desafio pedir-lhe que traduzisse em palavras as suas emoções.
Com palavras de filha e bisneta, e um coração ítalo-brasileiro, percebo um pouco o que ele sente.
As nossas origens são fundamentais para a nossa história de vida, pois são nada mais do que a essência de quem somos. Acredito que as heranças míticas dos nossos descendentes estão no nosso inconsciente. Ao passo que compreendemos esta essência, algo de mágico nos acontece, pois compreendemos a nossa história para além do que nos ensinam os livros, a escola, os media, etc.
Lembramos do sotaque da avó, dos costumes da família, fazemos ligações mais profundas e começamos a entender um conjunto de valores que sustentamos durante toda a vida sem sabermos bem o porquê. Disto isto, posso afirmar que é uma grande oportunidade e que não há uma viagem mais bonita que aquela que nos proporciona algum crescimento pessoal, no presente caso o resgate de um passado que repercute em nossa vida.
A origem dos Rosi (plural de Roso)
E nesta vistia, conseguimos retroceder no tempo, obtendo dados de nossa árvore genealógica até o ano de 1676. Neste ano Matteo, filho de Cristoforo Roso, casou-se com Anna, filha de Michele Sorgato. A partir desta união, sucederam os nascimentos dos antepassados (aqui indicados os nomes dos homens, que passam pela tradição o sobrenome (apelido) Roso): Michiel Roso em 1682, Domenico Roso em 1716, Lazzaro Roso em 1765, Domenico Roso em 1787, Luigi Fortunato em 1825 e Giovani Antonio Roso em 1856 – este pai da minha nona Odila Roso, (in memorian) nascida em 1909, em Caxias do Sul. Nos registros encontramos o seu nome grafado como “Gio”, tratando-se do diminutivo ou um apelido carinhoso para o seu nome.

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